Câncer de boca: a ADA avaliou citologia, azul de toluidina, luz e saliva, e a base continua sendo o seu exame clínico
A ADA, dos EUA, concluiu em 28/09/2026 a diretriz que avaliou 4 tipos de teste. A base segue sendo o exame clínico, e a biópsia, o padrão de referência.
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ADA News, 28/09/2026. É a primeira diretriz viva da ADA e atualiza a de 2017.
Os 4 testes, um por um
A diretriz diz: Citologia: não usar de rotina; pode ser oferecida se a biópsia não for possível, aconselhável ou indicada. Azul de toluidina: não usar de rotina. Luz (autofluorescência, reflectância): não usar de rotina. Saliva: só em pesquisa. As 3 primeiras são recomendações condicionais, com evidência de certeza baixa ou muito baixa.
O que a diretriz pede no consultório
Todo adulto, toda consulta (primeira, retorno ou urgência): história médica, social e odontológica atualizada e exame extra e intraoral, sob luz branca e com palpação. Explique ao paciente para que serve o exame. E a ausência de fator de risco não descarta o risco.
Quando biopsiar ou encaminhar
Lesão suspeita: biópsia ou encaminhamento, sem esperar. Lesão sem diagnóstico definido, ou com citologia negativa, tem prazo-limite: se não regredir em 10 a 14 dias após a avaliação inicial, biópsia ou encaminhamento. Se persiste ou progride apesar da citologia negativa: biópsia imediata ou encaminhamento. Alessandro Villa, do painel da ADA, em tradução livre: "Para lesões bucais persistentes ou suspeitas, a biópsia continua sendo o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo."
O recado: É uma diretriz dos EUA, e não uma norma brasileira, com recomendações condicionais sobre citologia, azul de toluidina e luz. Por ser viva, ela pode mudar quando surgir evidência nova. Esta versão foi publicada em 28/09/2026.
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